Devaneios Vol. I - Fundo do copo

http://1.bp.blogspot.com/_3RXhwYXmgVQ/TJTpo5VjCiI/AAAAAAAADhE/-B9RXFU33bw/s400/copo+sem+fundo.jpgJá tive dias de gloria
Os mais ensolarados da terra
Sonhos de infância morreram
Pesadelos adultos floresceram

No fundo do copo
Vi o inferno
Foram tantos copos

Na escola da vida
Aprendi que sem amor
Nada existi

Caindo em depressão
No fundo das garrafas de tequila
Envenenei meu corpo
Embriaguei meu coração

De estrela pop
Terminei estrela cadente
Sem dentes
Sem um tostão furado
A não ser os dentes que me restaram

De hotéis à motéis
Perdi tudo
Só não perdi a vontade de viver
A esperança,
Ultima que morre.

Deus ouviu e responde minhas preces
Um anjo de cabelos de ouro
De olhos esmeralda
De lábios e coração doces
Deu-me a mão
Resgatando-me do inferno
Da depressão

Aprendi a lição
Chega de urina do capeta
Em quanto posso sentir o doce
Dos seus beijos.

Enquadra-se
Enquadra-se na vida
Se não ela te enquadra
Cuidado para não ver o sol nascer quadrado

Não digo para ser quadrado
Chato ou previsível

Aproveite a vida,
A respeite.
E terás a roda da vida e da fortuna em suas mãos

E quando chegares ao topo
Verás que, sem amor e amizade.
Não existe topo, nada é realmente verdade.

Apenas um arranha-céu do capitalismo
Presidente de uma multinacional
Falida desde a inauguração

Correndo a mil por hora
No rumo do vento
Na estrada da vida
Sai da linha, estou chegando.
Mas a vida me reserva

As manhãs que nunca tive
Dê um grito de alegria
Solte a vida
Senha ser feliz
Na Avenida 24.

Texto de Gaburieru Phantomhive.

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