Ciberataque à Coreia do Sul terá vindo da China



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As autoridades sul-coreanas anunciaram ter descoberto que o código malicioso que terça-feira atingiu os servidores de seis grandes organizações do país foi enviado por hackers a partir de um IP chinês.
Os reguladores das comunicações sul-coreanas frisaram que o endereço IP não revela quem esteve por detrás do ataque e que os hackers podem utilizar endereços de outros países para manterem as suas identidades ocultas.
A descoberta reforça a especulação de que os ciberataques tenham sido promovidos pela Coreia da Norte, que se suspeita utilizar regularmente endereços de IP chineses para esse tipo de operações. “Nesta fase, mantemos os nossos melhores esforços para localizar a origem dos ataques, mantendo todo o tipo de possibilidades em aberto”, referiu Park Jae-moo, do regulador de comunicações sulcoreano. A Comissão para as Comunicações Coreanas declarou que os ataques às seis organizações parece ter provindo de uma única entidade.
No total, cerca de 32 mil computadores foram afetados pelo ciberataque, que deixou redes de televisões e de três bancos sul-coreanos total ou parcialmente em baixo.
Os sistemas informáticos das estações de TV sul-coreana KBS, MBC e YTN, bem como os de dois bancos Shinhan e Nonghyup, foram violados por hackers na quarta-feira. O ataque paralisou alguns dos servidores destas empresas. Algumas máquinas de levantamento de dinheiro foram afectadas, as emissões televisivas prosseguiram sem qualquer interrupção.Foi um ataque gigantesco, de origem desconhecida e, segundo a polícia, citada pela agência de notícias AFP, irá demorar alguns dias a reunir informações que permitam perceber quem poderá estar por detrás do sucedido.A agência de notícias sul-coreana Yonhap informa que não se sabe se a vizinha e rival Coreia do Norte pode ser o berço deste ataque que, por volta das 14h00 locais, afectou algumas máquinas de levantamento de dinheiro do banco Shinhan.Segundo a mesma agência coreana, o ministério da Defesa elevou o nível de alerta, apesar de não ter registado qualquer intruso nos sistemas da administração pública.
O jornal britânico The Guardian descreve que à hora do ataque alguns computadores começaram a exibir nos ecrãs uma caveira com alertas de um grupo que se chama “Whois Team”. A mensagem dizia que aquilo era só o ínicio “do nosso movimento”. Depois disso, refere a agência Yonhap, não foi possível reiniciar os computadores violados, exibindo estes uma mensagem de erro.

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