Noite LGBT na Fnac teve música, moda e debate

Comentário geral ao fim da noite LGBT feita na quarta-feira 29 pela Fnac Parkshopping e pelo Estruturação – Grupo LGBT de Brasília: “maravilhoso”. E houve motivos para tal avaliação.
A noite começou com debate sobre direitos LGBT mediado pelo diretor do Estruturação Welton Trindade. Estiveram presentes os deputados federais Jean Wyllys (Psol-RJ) e Erika Kokay (PT-DF) e o deputado distrital Professor Israel (PDT).
Aproveitando o evento, Trindade lançou a campanha “Lei 2.615 – Tire sua Cidadania do Papel”. A ação tem duas frentes principais. “Uma é educarmos os e as LGBT para que conheçam essa lei, que é uma versão distrital do PCL 122/06, ou seja, que nos defende contra a homofobia. A outra é cobrar do governador Agnelo Queiroz que regulamente a lei.”
A fala de Jean Wyllys começou com sua lamentação por, horas antes,  o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) não ter sido processado no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Bolsonaro, portanto, ficou livre de ter o mandado cassado por ter proferido frases homofóbicas e racistas no programa “CQC”.
O discurso do parlamentar inclui a análise do quanto é ruim quando um gay sente-se elogiado ao alguém dizer que ele não parece ser homossexual. “Sentir-se feliz por receber esse tipo de comentário mostra o quanto temos vergonha de sermos gays ainda. Precisamos romper com isso.”
O deputado Professor Israel, que leciona história, relatou que, em suas aulas, ele fala dos heróis gays, como Alexandre, O Grande. “Temos de mostrar quem são esses homossexuais que são conhecidos na história. Chega de os livros didáticos omitirem isso, tirando de vocês os heróis que vocês têm.”
O parlamentar também falou que é fundamental cada pessoa doar um pouco do tempo para fazer algo pelo coletivo, não pensar apenas nos interesses pessoais.
Erika Kokay, assim como os outros palestrantes, ganhou aplausos em vários momentos da fala, mas teve um em especial, quando ela criticou os homofóbicos.
“Gente, fico pensando na vida de quem se dispõe a ficar olhando se gays se casam ou não, a se mobilizar contra os direitos LGBT. Como esse povo deve ter uma vida vazia, como eles são coitados! Mas temos de vencê-los.”
Em seguida, a banda Pulso tomou lugar no palco. A primeira música já mostrou o som que o grupo gosta de fazer, irreverente e libertador: “Fuck You”, de Lily Allen, que manda homofóbicos se f*.
Durante o show, mais uma atração. A grife Estilo H mostrou suas criações com modelos maravilhosos. Música, lances fashion e consciência política. Ótima mistura, como provou a noite na Fnac.

http://paroutudo.com/2011/06/30/noite-lgbt-na-fnac-teve-musica-moda-e-debate/

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