Parada #LGBT de #SP: teve chuva, mas orgulho e jogação foram maiores




Na regra mais estrita da ciência, o arco-íris aparece depois de uma chuva. No ativismo LGBT, ele pode vir antes, depois e até durante. E a prova dada aqui tem tudo de científica, e de alegre, e de reivindicatória: a 15° Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, realizada no domingo 26.
Ver a previsão do tempo no dia anterior foi broxante: 80% de possibilidade de chover durante o evento. Eis que minutos antes da parada começar oficialmente, desceram os primeiros pingos d’água vindos do céu. Era, simplesmente, a primeira vez que isso acontecia em 15 edições.
Durante as horas seguintes, uns minutos de chuva, mas sem muita força. Uma coisa meio festa junina quase: “Olha a chuvaaaaa!”. Pouco tempo depois: “Já passoooou!”. No chão, muito beijo na boca, muita, muita dança, reivindicações, discurso político na ponta da língua de vários participantes e mais um dia em que a capital paulista fez a maior parada LGBT do mundo.

Politicamente
A parada já tinha entrado na história antes mesmo dela ter começado. Na coletiva de imprensa feita ainda de manhã, algo raro: a senadora Marta Suplicy (PT-SP) e o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) na mesma mesa que o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (sem partido). Todos em defesa da cidadania LGBT.
Salto no tempo e no espaço. Poucos minutos depois, às 13h, e já na Avenida Paulista, ativistas de renome nacional, a diva da parada – Preta Gil-, a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário e outras personalidades davam início ao evento. Ah, sim, e com direito a valsa como forma de comemorar os 15 anos da marcha LGBT.  Muitos dançaram pela avenida, em cima dos trios, na calçada…
Nos postes, banners com imagens de homens em pose sexy se passando por ídolos religiosos. A mensagem era a necessidade de usar a camisinha já que, como dizia o texto dos anúncios, “nem os santos te protegem”. Isso era alinhado com o tema da parada: “Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!”.
Born This Way
Dezesseis trios conduziram a parada. E dá-lhe Rihanna, Britney Spears, Katy Perry e, claro, Lady Gaga. Super, super destaque para o trio de uma empresa de esmaltes. A companhia levou um corpo de baile que dançou a parada toda em cima do trio.
O quesito gogo boys teve como representante máximo o trio do Disponível.com, que reuniu quase uma dezena deles. No som, teve brasiliense tocando: DJ Moshe. Ponto super positivo para banners com frases pró-cidadania LGBT em grande parte dos trios.
A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo falou em 4 milhões de pessoas no evento. A Polícia Militar não faz cálculos. De forma forma, o fato é: política, jogação e muita energia para lutar pela nossa cidadania no resto do ano. A parada foi tudo isso. E tudo bem molhadinho!


Molhadinhas


Parada LGBT de SP: teve chuva, mas
orgulho e jogação foram maiores

Na regra mais estrita da ciência, o arco-íris aparece depois de uma chuva. No ativismo LGBT, ele pode vir antes, depois e até durante. E a prova dada aqui tem tudo de científica, e de alegre, e de reivindicatória: a 15° Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, realizada no domingo 26.
Ver a previsão do tempo no dia anterior foi broxante: 80% de possibilidade de chover durante o evento. Eis que minutos antes da parada começar oficialmente, desceram os primeiros pingos d’água vindos do céu. Era, simplesmente, a primeira vez que isso acontecia em 15 edições.
Durante as horas seguintes, uns minutos de chuva, mas sem muita força. Uma coisa meio festa junina quase: “Olha a chuvaaaaa!”. Pouco tempo depois: “Já passoooou!”. No chão, muito beijo na boca, muita, muita dança, reivindicações, discurso político na ponta da língua de vários participantes e mais um dia em que a capital paulista fez a maior parada LGBT do mundo.

Politicamente
A parada já tinha entrado na história antes mesmo dela ter começado. Na coletiva de imprensa feita ainda de manhã, algo raro: a senadora Marta Suplicy (PT-SP) e o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) na mesma mesa que o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (sem partido). Todos em defesa da cidadania LGBT.
Salto no tempo e no espaço. Poucos minutos depois, às 13h, e já na Avenida Paulista, ativistas de renome nacional, a diva da parada – Preta Gil-, a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário e outras personalidades davam início ao evento. Ah, sim, e com direito a valsa como forma de comemorar os 15 anos da marcha LGBT.  Muitos dançaram pela avenida, em cima dos trios, na calçada…
Nos postes, banners com imagens de homens em pose sexy se passando por ídolos religiosos. A mensagem era a necessidade de usar a camisinha já que, como dizia o texto dos anúncios, “nem os santos te protegem”. Isso era alinhado com o tema da parada: “Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!”.
Born This Way
Dezesseis trios conduziram a parada. E dá-lhe Rihanna, Britney Spears, Katy Perry e, claro, Lady Gaga. Super, super destaque para o trio de uma empresa de esmaltes. A companhia levou um corpo de baile que dançou a parada toda em cima do trio.
O quesito gogo boys teve como representante máximo o trio do Disponível.com, que reuniu quase uma dezena deles. No som, teve brasiliense tocando: DJ Moshe. Ponto super positivo para banners com frases pró-cidadania LGBT em grande parte dos trios.
A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo falou em 4 milhões de pessoas no evento. A Polícia Militar não faz cálculos. De forma forma, o fato é: política, jogação e muita energia para lutar pela nossa cidadania no resto do ano. A parada foi tudo isso. E tudo bem molhadinho!
: : A Parada LGBT em Twitpics


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